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sábado, 4 de abril de 2009

O Espartilho


Apesar da imediata associação de "espartilho" com as minúsculas cinturas vitorianas, o espartilho ou corset era usado desde muito antes. Desde que apareceu na história da moda, no século XVI, esta vestimenta tem sido usada para controlar as formas naturais do corpo.

XVI / XVII
A rigidez era a principal palavra para descrever o espartilho. A cintura ficava rectíssima, mas o busto era erguido e pressionado, e as costas mantidas numa postura recta e distinta, como era de se esperar de uma dama.



Tal rigidez era alcançada com um tecido pesadamente engomado, como couro. As cordas eram inseridas em canais costurados entre as camadas de tecido. Para manter as formas ainda mais rectas, uma estreita placa de madeira ou marfim, era introduzida na frente.

XVIIINo século XVIII, as formas começaram a mudar. O corset já não era tão recto mas sim clássico e curvado. Ainda não chegava à febre espartilhada vitoriana, mas a pressão sobre os órgãos internos já começava a fazer os médicos protestarem. Nem as crianças escapavam, assim que atingissem os doze ou treze anos usavam-no logo, supostamente para desenvolver uma postura erguida.

 

XIX
No século XIX os ilhóses no metal permitiam o espartilho ser ainda mais apertado sem o perigo de rasgar o tecido. As cinturas foram ficando mais estreitas, e os médicos mais preocupados.


Mulheres que treinavam para atingir cinturas extremas, com 30 centímetros ou menos, ocorriam mais ou menos com a mesma frequência e no mesmo contexto da anorexia hoje em dia.

 

Existem relatos sobre a perfuração de órgãos internos, muito comuns. Desmaios frequentes, antes atribuídos à suposta “fragilidade feminina”, são reconhecidos hoje como diminuição da capacidade respiratória pela pressão dos pulmões.

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